O evangelho de hoje
abraça dois extremos: a humildade de uma serva, que vai ajudar sua prima no fim
da gravidez, reforçada nesta disponibilidade por estar ela mesma grávida; e a
grandeza de seu Senhor, que ela exalta no júbilo do Magnificat. Este revela o mistério de Deus. Sua prima, Isabel, ou melhor, o
filho desta, João, ainda no útero, toma-se porta-voz deste Mistério. Pois ele é
profeta, ”chamado desde o útero de sua mãe”. Saltando no seio de sua mãe,
aponta o Salvador escondido sob o coração de Maria. E Isabel traduz: “Tu és a
mulher mais bendita do mundo e bendito é também o fruto de teu seio …
Feliz és tu, que acreditaste”. Isabel sabe que o mistério de Deus só acontece
onde é acolhido na fé, na confiança posta nele. Esta fé não é um frio e
intelectual “Amém” a obscuridades lógicas, mas engajamento pessoal numa obra de
dimensões insondáveis. Um risco: uma mocinha do povo carrega em si o
restaurador da humanidade. Mas Maria conhece o modo de agir de Deus. O
Magnificat o demonstra (vale ler mais do que somente as palavras iniciais).
Deus opera suas grandes obras naqueles que são pequenos, porque não são cheios
de si mesmos e lhe deixam espaço. O espaço de um útero virginal. O espaço de
uma disponibilidade despojada de si.(Lc 1,39-45)domingo, 23 de dezembro de 2012
Quarto Domingo do Advento (Ano C)
O evangelho de hoje
abraça dois extremos: a humildade de uma serva, que vai ajudar sua prima no fim
da gravidez, reforçada nesta disponibilidade por estar ela mesma grávida; e a
grandeza de seu Senhor, que ela exalta no júbilo do Magnificat. Este revela o mistério de Deus. Sua prima, Isabel, ou melhor, o
filho desta, João, ainda no útero, toma-se porta-voz deste Mistério. Pois ele é
profeta, ”chamado desde o útero de sua mãe”. Saltando no seio de sua mãe,
aponta o Salvador escondido sob o coração de Maria. E Isabel traduz: “Tu és a
mulher mais bendita do mundo e bendito é também o fruto de teu seio …
Feliz és tu, que acreditaste”. Isabel sabe que o mistério de Deus só acontece
onde é acolhido na fé, na confiança posta nele. Esta fé não é um frio e
intelectual “Amém” a obscuridades lógicas, mas engajamento pessoal numa obra de
dimensões insondáveis. Um risco: uma mocinha do povo carrega em si o
restaurador da humanidade. Mas Maria conhece o modo de agir de Deus. O
Magnificat o demonstra (vale ler mais do que somente as palavras iniciais).
Deus opera suas grandes obras naqueles que são pequenos, porque não são cheios
de si mesmos e lhe deixam espaço. O espaço de um útero virginal. O espaço de
uma disponibilidade despojada de si.(Lc 1,39-45)
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