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segunda-feira, 18 de julho de 2016

O dia em que uma mula se prostrou diante do Santíssimo Sacramento

Para converter o coração de um herege, Santo Antônio de Lisboa chegou a fazer uma mula se prostrar diante do Santíssimo Sacramento. Conheça essa história.



Na região de Toulouse, na França, Santo Antônio disputava com um herege que não acreditava no Santíssimo Sacramento da Eucaristia. Apesar de vencido, o infiel não se convertia à Fé.
Depois de muito discutir, então, ele propôs:
— Deixemo-nos de palavras e vamos a obras. Se tu fores capaz de mostrar com milagres, na presença de toda a gente, que no Sacramento está de fato o Corpo de Jesus Cristo, eu prometo deixar a heresia e submeter-me à Fé católica.
E Santo Antônio, cheio de confiança, respondeu que assim faria.
— Pois então vou fechar em casa um animal. Vou atormentá-lo com a fome durante três dias, e ao fim vou trazê-lo perante todos os que quiserem assistir, dando-lhe algo de comer. Neste intervalo, vens tu com o Sacramento que dizes ser o Corpo de Jesus Cristo. Se o animal esfomeado parar de comer e correr para o Deus que, segundo afirmas, toda a criatura tem obrigação de adorar, podes ficar certo que imediatamente abraçarei a Fé da Igreja.
O santo varão de Deus sem demora em tudo consentiu. E no dia combinado ajuntou-se o povo na praça grande, e veio o dito herege na má companhia de outros hereges, e trouxe a mula que tinha atormentado com a fome, e também, para ela, provisão saborosa de comida. Santo Antônio celebrou a missa na capela que havia no lugar, e ao fim, à vista do povo, trouxe o Santíssimo Corpo de Jesus Cristo. Mandando a todos que se calassem, disse para a mula:
— Ó animal, em virtude e em nome do teu Criador que eu, embora indigno, tenho aqui presente em minhas mãos, ordeno e mando que venhas já sem demora até Ele e humildemente lhe prestes reverência, para que desse modo veja a maldade dos hereges que toda a criatura é sujeita ao Criador a quem a dignidade do sacerdote trata cada dia nos altares.
Enquanto isso, o herege punha de comer à mula esfomeada.
Eis, então, que coisa maravilhosa aconteceu! O animal, mesmo atormentado de tanta fome, quando ouviu as palavras de Santo Antônio, logo parou de comer e abaixou a cabeça, caindo de joelhos diante do Sacramento.
Diante deste fato, muito se alegraram os fiéis católicos, e merecidamente saíram confundidos os hereges. E aquele dito herege se converteu ali mesmo, conforme havia prometido, e começou a obedecer aos mandamentos da Igreja.

Fonte



segunda-feira, 14 de setembro de 2015

PE. LEONARDO DE SALES RECUPERA RESPLENDOR SECULAR DE SÃO GONÇALO

Padre Leonardo de Sales, que no momento se encontra em Batalha desde sábado (12/09/15) trouxe uma maravilhosa notícia a todos nos Batalhenses devotos e devotas de São Gonçalo, ele "Recuperou o Resplendor Secular de São Gonçalo em Roma", apos uma incansável  e determinada pesquisa a procura do mesmo. Padre Leonardo fica conosco até o dia 25 de setembro, quando ele logo voltará para Portugal. Confira logo mais o texto escrito Pelo Padre Filho da Terra Padre Leonardo de Sales!

Depois de vários anos de pesquisa e de busca finalmente consegui chegar à rara peça sacra que pertencia à Igreja Matriz de Batalha, dos tempos do Barroco, a peça fora roubada, segundo os antigos católicos, quando a Igreja fora descaracterizada no pós-concilio, ou mesmo um pouco antes, pelos anos 20, na época as imagens eram guardadas nas casas de famílias. Não se sabe com precisão a época certa do roubo, o certo é que há mais muitas gerações nunca viram ou mesmo souberam da existência dessa rara e bela peça sacra.


Era algo que me intrigava, porque a nossa imagem não tinha um resplendor, sempre presente nas imagens barrocas do século XVIII, e se em todas que encontrarei o santo aparece sempre adornado com um?
Quando estive em Portugal, em 2014 e recentemente em julho passado, fiz uma grande pesquisa para chegar às origens da peça, uma vez que um museu português fez uma catalogação de peças raras e roubadas.
A peça foi comprada por colecionadores em Salvador, e depois vendida para um segundo colecionador em São Paulo, e em São Paulo, eu descobri que a peça tinha sido vendida para um colecionador italiano. Quando cheguei a Roma, comecei a pesquisar por antiquários que são mais de mil, e já estava desistindo porque era difícil chegar à peça com as pouquíssimas informações que dispunha, nem mesmo uma foto eu tinha, uma vez que a imagem de São Gonçalo, que se venera em Batalha, todas as fotos que o santo aparecia com a peça, foram destruídas talvez para eliminar provas do roubo, o que tornava a missão de encontrar a peça, quase impossível.


Em maio passado entrei num antiquário no centro velho de Roma, onde se vende peças sacras antigas, e vi um belo resplendor, que logo me chamou atenção, pensei comigo se não for muito caro vou comprar, uma vez que a imagem está sendo restaurada, poderemos voltar a usar a peça, pois todas as imagens de São Gonçalo que encontrei em Portugal, quando fiz um documentário na região de Braga, norte do país, ele aparece sempre com o resplendor.
A dona do antiquário me disse se tratava de uma peça rara, que ela tinha adquirido recentemente de um colecionador italiano que por sua vez tinha comprado no Brasil. Meu interesse cresceu, e pedi para ver a peça e tocá-la, como eu sou padre e estava vestido com a camisa clerical, ela permitiu. No meu coração bateu uma esperança grande e me arrepiei todo ao tocar a peça. Atrás da peça tinha uma inscrição em latim, porém não era legível, leio um pouco em latim, mas não era possível decifrar nada, porque era muito cheio de poeira e arranhões.
Disse à dona do antiquário que tinha interesse na peça e pedi a permissão para fotografá-la, para avaliar a possibilidade de comprá-la, ela não se opôs. Em casa com os recursos de um programa de fotos, consegui decifrar o que estava escrito. E qual não foi a minha surpresa, parece um sonho, um milagre, em resumo só mesmo sendo uma coisa do poder de Deus.


Está escrito na peça, atrás em latim: DIVO GUNDISALVO DE AMARANTE ORDINIS PRAEDICATORUM PRESTYTERO FAMILIA MIRANDA DICAVIT BRAGAE – PORTUGALLIAE 1798.
Pedi a um monge beneditino latinista, aqui onde moro no mosteiro que traduzisse com exatidão, pois é um latim muito antigo e clássico.
Traduziu e o que se ler é: SÃO GONÇALO DE AMARANTE – PRESBITERO DA ORDEM DOS PREGADORES – DOAÇÃO DA FAMILIA MIRANDA. BRAGA – PORTUGAL – 1798.
Não tive dúvidas juntei tudo o que tinha para pagar a peça, com medo de alguém comprar antes de mim, liguei ao Pe. Oscar, e depois de diversas conversas compramos a peça. Depois passei à segunda fase, a restauração da inscrição em latim, onde se pode ver a datação da doação, o doador e, sobretudo, a identificação de pertença da peça, ou seja, São Gonçalo. Foi uma etapa difícil e cara, pois tive que encontrar um restaurador de peças raras, mas chegamos a um senhor de 85 anos, que faz este serviço com grande competência nos arredores do Campo de Fiori, aqui em Roma.
O valor da peça permanecerá não revelado, quero que seja, sobretudo, imaterial o seu valor. E que a partir de agora cuidemos mais de nossos tesouros históricos, com mais zelo e carinho!


Assim, chegava ao fim uma busca de anos, Deus me ajudou, acima da minha compreensão, pois como se explica que esta peça venha “cair” em minhas mãos, um filho de Batalha, nas distâncias que me encontro, só mesmo sendo um sinal da delicadeza de Deus. São Gonçalo queria sua peça de volta, não por acaso, no ano da restauração de sua Igreja, e de sua imagem!
Segundo o historiador Milton Filho, nosso querido Miltinho, de feliz memória, em suas pesquisas, foi a família Miranda, vinda de Portugal, quem mandou construir a matriz dedicada a São Gonçalo. As informações batem, pois alguns descendentes da família Miranda migraram de Portugal para o Piauí, e se instalaram no vale do Rio Longá, e na região da Piracuruca, e eram naturais da região de Braga, norte de Portugal, onde a devoção a São Gonçalo é muito expressiva, (depois de Santo Antonio de Lisboa, São Gonçalo é o santo mais popular nas terras lusitanas) e eles presentearam a vila da Batalha, com o esplendor de São Gonçalo, uma peça em ouro branco, ou seja, Prata.
Corria o ano de 1798, abundava o ouro por toda a capitania de Minas Gerais. O Brasil, então explorado pelo reino português, portanto, o ouro era bastante comum, sendo a prata um dos metais mais caros, pois era mais raro encontrá-la, logo esta família deu o que tinha de mais caro e mais valioso, em se tratando de metais preciosos para a época! Trata-se de uma peça com pouco mais de 33 cm de diâmetro.
Estarei restituindo à comunidade católica batalhense esta peça de valor mais que material, cultural, e artístico, trata-se de algo que faltava ao patrimônio religioso, já adormecido e esquecido, agora recuperado!
Terminado o mestrado em Roma, e em viagem ao Brasil, quero pessoalmente entregar a nossa comunidade batalhense o resplendor do século 18 que ornava a cabeça de nosso padroeiro. Em conversa com o pároco da Matriz de São Gonçalo, Pe. Oscar Almeida foi agendado o dia 13 de setembro, domingo, na celebração da Santa Missa, pela manhã e à noite, onde eu presidirei a celebração das duas missas da comunidade e será restituído o belíssimo resplendor barroco de São Gonçalo de Amarante e da Batalha. Logo após à restituição a peça será levada para Guaramiranga – Ce, onde o restaurador Frei Nilton, colocará o resplendor na imagem recém-restaurada, que retornará dia 01 de novembro,com todo o seu esplendor original, como era nos fins de 1798.


Sem dúvidas trata-se de uma rara oportunidade de acordar gigantes adormecidos, ou quase de dar vida aos mortos. Nesta última comparação ganhamos todos nós e ganha o passado, o presente e o futuro. Trata-se de uma peça que faz parte do patrimônio deste de antes da finalização do templo da Igreja Matriz,em 1814, que não é apenas mais uma Igreja, ou um monumento histórico, no coração de uma cidade, é o ícone da cidade de Batalha, que na sua significância e beleza, compreende os traços da grandeza de um Povo!


Convido a todos a prestigiarem com a sua presença esta restituição, momento histórico único, sem dúvida, que deve ser vivenciado com espírito de Fé e senso de pertença a uma tradição e a uma História que se vai construindo ao sabor dos tempos, feita de lutas e dores, alegrias e esperanças!
Que os raios que saem do resplendor, em forma de sol, prateado, glória e triunfo dos santos na Glória de Deus Trindade, atinjam de cheio os nossos corações, nos fazendo “morrer de amor” pelas coisas santas de Deus e pelos filhos de Deus, tão sofridos e atingidos em nossa Batalha, na sua beleza original pela falta de cuidado e zelo de quem deveria dar exemplo e testemunho e propositalmente se confunde!
Glorioso São Gonçalo, rogai por nós!
Pe. Leonardo de Sales.

sábado, 8 de setembro de 2012

Nascimento de Maria, Mãe de Jesus.

O nascimento de Nossa Senhora ou Natividade de Maria é uma festa litúrgica da Igreja Católica, celebrada no dia 08 de setembro, nove meses após sua Imaculada Conceição. Esta festa tem sua origem em Jerusalém, começou a ser celebrada no século V como Festa da Basílica Sanctae Marie Ubi Nata Est, atualmente conhecida como Basílica de Sant'Ana.

No século VII, já era celebrada pelas Igrejas bizantinas e em Roma, como festa do nascimento de Bem-Aventurada Virgem Maria, sendo incluída no calendário tridentino em 08 de setembro e permenece até hoje nesta data. De acordo com a tradição, Maria nasceu de pais idosos e estéreis, chamados Joaquim e Ana, como resposta às suas preces. A paciência e a resignação com que sofriam a esterilidade levaram-lhes ao prêmio de ter por filha aquela que havia de ser Mãe de Jesus, eram residentes em Jerusalém ao lado da piscina de Betesda, onde hoje se ergue a Basílica de Sant'Ana, em um dia de sábado, por coincidência 08 de esetembro da ano 20 a. C. nasceu-lhes uma filha que recebeu o nome de Miriam, que em hebraico significa "Senhora da Luz", passado para o latim como Maria. Maria foi ofertada ao Templo de Jerusalém aos três anos, tendo lá permanecido até os doze anos de idade.

Fonte: Instituto das Filhas de Sant'Ana (arquivos)

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Semana da Pátria

Estamos nas comemorações da Semana da Pátria. É o momento de reafirmarmos o nosso amor à mãe Pátria e a nossa disposição em servi-la. Para os cristãos, o amor à pátria está incluso no mandamento da Lei de Deus, que manda “honrar pai e mãe”. Por isso, no entender da Igreja, "é dever dos cidadãos colaborar com os poderes civis para o bem da sociedade num espírito de verdade, de justiça, de solidariedade e de liberdade".

O amor e o serviço da pátria fazem parte do dever de reconhecimento e da ordem de caridade. Já que também estamos em tempo de campanha política, vale destacar que "a co-responsabilidade pelo bem comum exige moralmente o pagamento de impostos, o exercício do direito de voto, a defesa do país" (nº. 2240).

O serviço à pátria se traduz na luta por melhores condições de vida para os cidadãos. Entre os indicativos concretos, as Diretrizes da Igreja no Brasil falam da necessidade de "educar para a preservação da natureza e o cuidado com a ecologia humana, através de atitudes que respeitem a biodiversidade e de ações que zelem pelo meio ambiente. Entre essas ações, destaca-se a preservação da água, patrimônio da humanidade, evitando sua privatização" junto com isso, "cabe nos empenharmos na busca de políticas públicas que ofereçam as condições necessárias ao bem-estar de pessoas, famílias e povos".

Fonte: http://www.bethania.com.br

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Quem foi São Raimundo Nonato?

Celebramos a vida do santo que se tornou modelo para todo vocacionado à santidade e ao resgate das almas. Por ter encontrado dificuldades para vir à luz, é invocado como patrono e protetor das parturientes e das parteiras (seu nome significa "não nascido" porque foi extraído vivo das entranhas da mãe já morta). São Raimundo Nonato nasceu na Espanha, em Portel, na diocese de Solsona (próximo a Barcelona) no ano de 1200. Ainda menino, teve de guardar o gado e, durante seus anos de pastor, visitava constantemente uma ermida de São Nicolau, onde se venerava uma imagem de Nossa Senhora de quem era devotíssimo. Conta-se que, durante as horas que passava aos pés de Maria, um anjo lhe guardava o rebanho.

Desde jovem, Raimundo Nonato percebeu sua inclinação à vida religiosa. Seu pai buscou, sem êxito, impedi-lo de corresponder ao chamado vocacional. Ao entrar para a Ordem de Nossa Senhora das Mercês, pôde receber do fundador: São Pedro Nolasco, o hábito. Assim, tornou-se exemplo de ardor na missão de resgatar das mãos dos mouros, os cristãos feito escravos.

Certa vez, São Raimundo conseguiu liderar uma missão que libertou 150 cristãos, porém, quando na Argélia acabaram-se os recursos para o salvamento daqueles que corriam o risco de perderem a vida e a fé, o Missionário e Sacerdote Raimundo, entregou-se no lugar de um dos cristãos. Na prisão, Raimundo pregava para os muçulmanos e cristãos, com tanta Unção que começou a convertê-los e desse modo sofreu muito, pois chegaram ao extremo de perfurarem os seus lábios com um ferro quente, fechando-os com um cadeado.

Foi mais tarde libertado da prisão e retornou à Espanha. São Raimundo Nonato, morreu em Cardona no ano de 1240 gravemente doente. Não aguentou atingir Roma onde o Papa Gregório IX queria São Raimundo como Cardeal e conselheiro.

O seu corpo foi descansar na mesma ermida de São Nicolau em que orava nos seus anos de pastor.

São Raimundo Nonato, rogai por nós!

Colaboração: Jean Carlos

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Festa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

Nossa Senhora Mãe do Perpétuo Socorro

Ontem, 27 de junho, aconteceu uma das festas mais antigas e belas de Nossa Senhora; “Nossa Senhora Mãe do Perpétuo Socorro”. Jesus é o Perpétuo Socorro. E esta festa é celebrada no mesmo dia do grande  S. Cirilo de Alexandria (330-442), bispo e doutor da Igreja, que presidiu o importantíssimo Concílio  de Éfeso que no ano de 431 proclamou solenemente Nossa Senhora como Mãe de Deus (Theotókos), diante da heresia de Nestório, patriarca de Constantinopla, que negava esta verdade.

A devoção à Nossa Senhora Mãe do Perpétuo Socorro é uma devoção universal, conhecida e venerada em todos os continentes do mundo, talvez a mais ampla e conhecida devoção de Nossa Senhora, especialmente no Oriente. No mundo todo são realizadas as famosas Novenas Perpétuas em honra de Nossa Senhora Mãe do Perpétuo Socorro. Esta novena começou em  11 de julho de 1922 nos EUA.

O famoso e conhecido quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro foi pintado em estilo bizantino e representa Nossa Senhora, Mãe de Deus, a Senhora das Dores, que socorre seu Filho ainda Menino assustado diante da visão de S. Miguel com o vaso de vinagre à esquerda e S. Gabriel com a Cruz à direita. A Criança divina assustada diante desses instrumentos de sua Paixão se refugia nos braços de sua Mãe, agarra em suas mãos e deixa cair a sandália do pé direito. A Mãe a acolhe e a prepara para um dia viver a Paixão redentora da humanidade.

Nossa Senhora tem o semblante coberto de tristeza e resignação e traz na cabeça a coroa de Rainha.

O quadro tem origem desconhecida; segundo um antiga tradição teria sido pintado por S. Lucas, o que não é garantido. Mas com certeza se sabe que desde 1499 é venerado em Roma. Em 1866, o Papa Pio IX o entregou aos Padres Redentoristas para que divulgassem essa devoção, o que eles fazem ainda hoje. Ela é a Patrona dos Redentoristas. Atualmente o quadro original se encontra na igreja de S. Afonso de Ligório em Roma.

Maria é a Senhora que nos apresenta Jesus, o Perpétuo Socorro da humanidade. Cada cristão precisa te-la como mãe. Aos pés da Cruz Jesus a entregou ao discípulo amado João, que representa toda a humanidade, cada um de nós, amados de Jesus. “Mãe, eis ai o teu filho; filho, eis ai a tua Mãe”. E o evangelista S. João diz que “ele a levou para a sua casa” (Jo 19, 25s).

Cada um de nós precisa também “levar Maria para sua casa” como Mãe, como Jesus mandou. Se Jesus no-la deu aos pés da Cruz, com lábios de sangue, é porque nós precisamos dela para nos ajudar na difícil caminhada da vida em busca da nossa salvação. Desprezar Nossa Senhora como mãe, seria, então, uma ofensa muito grave a Jesus; seria desprezar a última dádiva que Ele nos deixou antes de morrer por nós.

Fonte: http://blog.cancaonova.com/felipeaquino

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Origem da Festa do Coração de Jesus

Os Santos Padres muitas vezes falaram do Coração de Cristo como símbolo de seu amor, tomando-o da Escritura: "Beberemos da água que brotaria de seu Coração.... quando saiu sangue e água" (Jo 7,37; 19,35).

Na Idade Média começaram a considera-lo como modelo de nosso amor, paciente por nossos pecados, a quem devemos reparar entregando-lhe nosso coração (Santas Lutgarda, Matilde, Gertrudes a Grande, Margarita de Cortona, Angela de Foligno, São Boaventura, etc.). No século XVII estava muito expandida esta devoção. São João a maior instituição de todo o mundo. A Oposição a este culto sempre foi grande, sobretudo no século XVIII por parte dos jansenistas, e recebeu um forte golpe com a supressão da Companhia de Jesus (1773).

Na Espanha foram proibidos os livros sobre o Sagrado Coração. O imperador da Áustria deu ordem que desaparecessem suas imagens de todas as Igrejas e capelas. Nos seminários era ensinado: "a festa do Sagrado Coração provocou uma grave mancha sobre a religião". A Europa oficial rejeitou o Coração de Cristo e em seguida foi assolada pelos horrores da Revolução francesa e das guerras napoleônicas. Mas depois da purificação, ressurgiu de novo com mais força que nunca. Em 1856 Pio IX estendeu sua festa a toda a Igreja. Em 1899 Leão XIII consagrou o mundo ao Sagrado Coração de Jesus (o Equador tinha se consagrado em 1874) e a Espanha em 1919, em 30 de maio, também se consagrou publicamente ao Sagrado Coração no Monte dos Anjos, onde foi gravado, sob a estátua de Cristo, aquela promessa que fez ao pai Bernardo de Hoyos, S. J., em 14 de maio de 1733, mostrando-lhe seu Coração, em Valladolid (Santuário da Grande Promessa), e dizendo-lhe: "Reinarei na Espanha com mais Veneração que em muitas outras partes" (Até então a América também era Espanha).

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Significado da Festa de Corpus Christi

Nesta quinta-feira, 07, a Igreja Católica, em todo o mundo, comemora o dia de Corpus Christi. Nome que vem do latim e significa “Corpo de Cristo”.

A festa de Corpus Christi tem por objetivo celebrar solenemente o mistério da Eucaristia - o Sacramento do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo.

Acontece sempre em uma quinta-feira, em alusão à Quinta-feira Santa, quando se deu a instituição deste sacramento.

Durante a última ceia de Jesus com seus apóstolos, Ele mandou que celebrassem Sua lembrança comendo o pão e bebendo o vinho que se transformariam em seu Corpo e Sangue.

"O que come a minha carne e bebe o meu sangue, tem a vida eterna e, eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne é verdadeiramente comida e o meu sangue é verdadeiramente bebida. O que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. O que come deste pão viverá eternamente" (Jo 6, 55 - 59).

Através da Eucaristia, Jesus nos mostra que está presente ao nosso lado, e se faz alimento para nos dar força para continuar. Jesus nos comunica seu amor e se entrega por nós.

A celebração teve origem em 1243, em Liège, na Bélgica, no século XIII, quando a freira Juliana de Cornion teria tido visões de Cristo demonstrando-lhe desejo de que o mistério da Eucaristia fosse celebrado com destaque.

Em 1264, o Papa Urbano IV através da Bula Papal "Trasnsiturus de hoc mundo", estendeu a festa para toda a Igreja, pedindo a São Tomás de Aquino que preparasse as leituras e textos litúrgicos que, até hoje, são usados durante a celebração. Compôs o hino “Lauda Sion Salvatorem” (Louva, ó Sião, o Salvador), ainda hoje usado e cantado nas liturgias do dia pelos mais de 400 mil sacerdotes nos cinco continentes.

A procissão com a Hóstia consagrada conduzida em um ostensório é datada de 1274. Foi na época barroca, contudo, que ela se tornou um grande cortejo de ação de graças.

No Brasil, a festa passou a integrar o calendário religioso de Brasília, em 1961, quando uma pequena procissão saiu da Igreja de madeira de Santo Antônio e seguiu até a Igrejinha de Nossa Senhora de Fátima. A tradição de enfeitar as ruas surgiu em Ouro Preto, cidade histórica do interior de Minas Gerais.

A celebração de Corpus Christi consta de uma missa, procissão e adoração ao Santíssimo Sacramento.

A procissão lembra a caminhada do povo de Deus, que é peregrino, em busca da Terra Prometida. No Antigo Testamento esse povo foi alimentado com maná, no deserto. Hoje, ele é alimentado com o próprio Corpo de Cristo.

Durante a Missa o celebrante consagra duas hóstias: uma é consumida e a outra, apresentada aos fiéis para adoração. Essa hóstia permanece no meio da comunidade, como sinal da presença de Cristo vivo no coração de sua Igreja.

Fonte: http://noticias.cancaonova.com

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Você sabe o que são os Sacramentos?

Conhecendo um pouco mais sobre os Sete Sacramentos

Jesus Cristo redimiu o mundo com a Sua Morte e Ressurreição, e instituiu a Santa Igreja, Seu Corpo Místico, para levar a salvação por Ele conquistada, a todos os homens de todos os tempos e lugares, até que Ele volte para encerrar a História, na Parusia, e julgar a humanidade. Ele deu a seus Apóstolos, hoje os nossos Bispos, a missão de levar a salvação a toda a humanidade, pela pregação do Evangelho e celebração dos Sacramentos.

Por isso o Concílio Vaticano II chamou a Igreja de “Sacramento universal da salvação” (LG 4). Ela é o braço estendido do Cristo na História dos homens. Quando a Igreja nos alcança, é Cristo que nos alcança; quando a Igreja nos batiza, é Cristo mesmo que nos batiza; quando a Igreja nos perdoa pela Confissão, é Cristo mesmo que nos perdoa…; isto é, a Igreja é a portadora e administradora da salvação, através dos Sete Sacramentos que ela ministra em nome de Jesus.

Os Sacramentos são os canais por onde flui a salvação de todos os homens, que Cristo conquistou com a Sua Morte e Ressurreição. Eles se relacionam intimamente com Cristo, com a Igreja e com toda a Liturgia. Há em todos eles um denominador comum, que é o conceito de sinal (seméion, em grego) eficiente ou sinal que realiza o que ele assinala. A santíssima humanidade de Cristo é o grande sinal eficiente, transmissor da graça; também a Igreja, como Corpo de Cristo prolongado na história dos homens (cf. Cl 1, 24) e a Liturgia, com seus ritos sagrados, continuam essa função. Cristo toca o cristão pelos Sacramentos não apenas de maneira psicológica ou afetiva, mas de uma forma concreta.

Os Sacramentos são esses sinais comunicadores da graça divina.Por isso o cristão não pode ficar sem os Sacramentos. O Cristianismo não é apenas uma filosofia religiosa, mas é uma comunhão de vida com o próprio Deus da maneira que Ele estabeleceu, especialmente pelos Sacramentos. Todo Sacramento é um sinal, que não apenas assinala, mas que realiza o que assinala; assim, a água do Batismo indica a purificação da criança e a realiza. Os Sacramentos dão continuidade à santíssima humanidade de Cristo, que assinalava e realizava a salvação dos homens. Por isso a Igreja (Corpo de Cristo prolongado) com os sete Sacramentos formam como que “o Grande Sacramento – a ordem sacramental através do qual a vida eterna do Pai flui até cada indivíduo em particular” (E. Bettencourt).

Cada Sacramento consta de matéria (água, pão, vinho, gestos…) e forma, que são as palavras proferidas sobre a matéria, declarando o sentido da mesma: “Eu te batizo…; Isto é o meu Corpo…” Os Sacramentos são sinais visíveis porque o ser humano é formado de corpo e alma; ele passa do visível ao invisível. Aristóteles († 322 a.C.) dizia que: “Nada há no intelecto que não tenha passado pelos sentidos”. É pelos sentidos que ele aprende.Tertuliano (†220 ) dizia que: “A carne (o corpo) é o eixo da salvação. Lava-se o corpo a fim de que a alma seja purificada; unge-se o corpo a fim de que a alma seja consagrada… O corpo é nutrido pelo Corpo e Sangue de Cristo, a fim de que a alma se alimente de Deus… Não podem, pois, ser separados na recompensa, já que estão unidos nas obras da salvação” (Sobre a Ressurreição da Carne 8 PL 2, 852).

Os Sacramentos agem “ex opere operato”, quer dizer, pela força do próprio rito, independente da santidade do ministro; em outras palavras, é Cristo quem ministra todo e qualquer Sacramento, pois Ele é o único sacerdote do Novo Testamento; os demais ordenados são seus ministros, como disse S. Tomás de Aquino. Se tiverem sido validamente ordenados pela Igreja e ministrarem os sacramentos com a mesma intenção que Cristo fez, então, participam do único Sacerdócio de Cristo e sua ação é eficaz.

Todo sacramento produz dois efeitos: o caráter e a graça santificante. O caráter é uma marca, um selo espiritual que é impresso na alma do cristão pelos três Sacramentos que não podem ser repetidos: Batismo, Crisma e Ordem. Os demais sacramentos imprimem um “quase-caráter”; por exemplo, o vínculo conjugal para os validamente casados.

Esta marca significa uma pertença a Cristo, e não depende das disposições morais da pessoa que recebe o sacramento. Santo Agostinho comparava esta marca com aquela que era impressa nas ovelhas, no gado, e até nos escravos pelos seus donos. Mesmo desertado o escravo continuava com a marca para sempre. A graça santificante comunicada pelo Sacramento é a “participação na vida divina” de que falou S. Pedro (1Pe 1, 4), que a pessoa pode não receber se põe obstáculo a ela. Por exemplo, se alguém comunga em pecado grave, ou se não crê na Eucaristia, mesmo assim recebe o verdadeiro Corpo de Cristo, mas não recebe a graça. Por isso os frutos dos Sacramentos dependem do esforço de conversão da pessoa; das suas disposições interiores.

“Toda a vida litúrgica da Igreja gravita em torno do sacrifício eucarístico e dos sacramentos” (SC,6), disse o último Concílio. Há na Igreja sete sacramentos: o Batismo, a Confirmação ou Crisma, a Eucaristia, a Penitência, a Unção dos Enfermos, a Ordem, o Matrimônio (cf. DS 860;1310;1601). (CIC. §1113)

Os Sacramentos encerram em si todas as graças que precisamos durante a vida para que a imagem de Cristo seja formado em nós. Nascemos de nossos pais para uma vida de sofrimentos herdada de Adão; o Batismo nos faz renascer, dando-nos uma vida nova, de filhos de Deus, herdeiros do Céu, passando pela morte e ressurreição de Cristo (Rm 6, 1-11).

Aos poucos a criança atinge a adolescência e se robustece; na vida espiritual recebe o Sacramento da Crisma que lhe dá pelo dom do Espírito Santo, a maturidade espiritual e a força para viver e testemunhar a fé. A cada dia a vida precisa ser alimentada com o pão, mas ele não impede que a morte aconteça; então, Cristo nos dá, pela Igreja, o Pão do Céu, a Eucaristia, que é remédio e sustento para a caminhada, e que nos garante a vida eterna.

As doenças ameaçam o nosso corpo e a nossa vida terrena, também os pecados ameaçam nossa vida espiritual. Temos os remédios para a vida do corpo e Cristo nos dá, pelo Sacramento da Penitência, o remédio que cura a alma. Quando chegamos à vida adulta escolhemos a profissão e o trabalho, e nos preparamos para ele; na vida espiritual seguimos a nossa vocação, para o casamento ou para a vida religiosa. Para realizar bem esta missão Deus nos dá o Sacramento do Matrimônio e da Ordem.

No final da vida, ou na doença grave, quando o sofrimento e até a morte se aproxima, novamente Cristo nos acolhe e prepara para nos curar ou para nos preparar para o desenlace final, acompanhando-nos pelo Sacramento da Unção dos Enfermos.

Assim, os Sacramentos nos acompanham em toda a vida, a fim de que a vida espiritual não pereça, e sejamos felizes sempre na companhia de Cristo, para que possamos chegar “ao estado de homem perfeito, à medida da estatura da plenitude de Cristo” (cf. Ef 4, 13; 1Cor 2,6).

Do Livro: OS SETE SACRAMENTOS
Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br

sexta-feira, 23 de março de 2012

Solenidades da Semana Santa - 2012

DIOCESE DE PARNAÍBA
PARÓQUIA SÃO GONÇALO

PROGRAMAÇÃO DA SEMANA SANTA – 2012
ACONTECIMENTOS ANTERIORES
MUTIRÃO DAS CONFISSÕES COM PRESENÇA DE VÁRIOS PADRES
28 de março a partir das 08h na Igreja Matriz e Capela de São José - Vila Kolping.
*Pedimos para aproveitar este momento, pois haverá vários sacerdotes.

O ENCONTRO: NOSSA SENHORA DAS DORES COM BOM JESUS DOS PASSOS. 30 de março às 12h (meio dia – frente a Igreja Matriz)

Local de Concentração às 11h: N. Sra. das Dores (mulheres) – Capela de N. Srª de Nazaré.
Responsável: Setor N. Srª de Nazaré.

Local de Concentração às 11h: Bom Jesus dos Passos (homens) – Capela do Morro da Saudade.
Responsável: Setor Santa Luzia.
SEMANA SANTA
DOMINGOS DE RAMOS – 1º de abril
07h – Benção dos ramos e procissão
Início da Celebração: Capela de São Francisco. (trazer muitos ramos)
Responsáveis: Setor Juventude (Cântaros, Utopia e Luz-Vida, Ministério Jovem da RCC) e Setor São Francisco.
18h – Confissões
19h – Santa Missa
Responsáveis: Pastoral Litúrgica e EMM.

NESTE DIA ACONTECE A COLETA DA SOLIDARIEDADE DA CF – 2012

SEGUNDA-FEIRA SANTA – 02 de abril
18h – Celebração da Misericórdia
Responsáveis: Filhas de Sant’Ana, Movimento da Esperança e MESCE.

TERÇA-FEIRA SANTA – 03 de abril
(Missa do Crisma – Bênção dos Santos Óleos com todo o Clero diocesano na Catedral de N. Sra. da Graça em Parnaíba).

19h – Novena Perpétua a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
Responsáveis: Grupo de Oração Servos da Misericórdia da RCC.

QUARTA-FEIRA SANTA – 04 de abril
08h – Confissões
09h – Missa com os enfermos e idosos.
Responsáveis: Apostolado da Oração, MESCE, Diva Nina e Conselho do Idoso.
17h – Via Sacra na Igreja Matriz.
18h – Santa Missa
Responsáveis: Cântaros e IAM.
19h – Encenação da Paixão de Cristo (São João do Arraial-PI)

TRÍDUO PASCAL

QUINTA-FEIRA SANTA – 05 de abril
17h – MISSA DA CEIA DO SENHOR – INSTITUIÇÃO DA EUCARISTIA E DO SACERDÓCIO.
Responsáveis: MESCE, EMM e Pastoral da Criança.

SEXTA-FEIRA SANTA – 06 de abril
*Dia de Jejum e abstinência
06h – CAMINHADA PENITENCIAL E VIA SACRA NAS RUAS.
Início: Capela de São Raimundo Nonato.
Responsável: Setor Santa Rosa de Lima.

15h – CELEBRAÇÃO DA PAIXÃO E MORTE DE JESUS CRISTO.
Responsáveis: Pastoral do Dízimo e Apostolado da Mãe Rainha.

17h 30min – Filme “A Paixão de Cristo” na Igreja Matriz.

19h 30min – NOVENÁRIO A DIVINA MISERICÓRDIA. (1º Dia)
Responsável: Grupo de Oração Servos da Misericórdia.
20h – Procissão Luminosa com o Senhor morto. (Trazer velas, lamparinas ou tochas).
Responsáveis: Todas as Pastorais, Movimentos, Ministérios e Comunidades de Setores.

SÁBADO SANTO – 07 de abril
Guarda-se o silêncio o dia todo.

21h 30min – NOVENÁRIO A DIVINA MISERICÓRDIA.
Responsáveis: Grupo de Oração Servos da Misericórdia.
22h – SOLENE VIGÍLIA PASCAL
(Trazer velas)
Responsáveis: Pastoral Litúrgica, Filhas de Sant’Ana e Luz-Vida.

DOMINGO DE PÁSCOA – 08 de abril
07h – Confissões
08h – Missa da Páscoa da Ressurreição
Responsável: Pastoral Litúrgica.
09h – Batizados
18h – Confissões
18h 30min – NOVENÁRIO A DIVINA MISERICÓRDIA.
19h – MISSA DA PÁSCOA DA RESSURREIÇÃO
Responsáveis: Pastoral Litúrgica e Grupo de Oração Servos da Misericórdia.

A Paróquia São Gonçalo,
deseja a todas os fiéis uma
Feliz Páscoa e a Paz do Cristo Ressuscitado!

Fraternalmente:

Pe. Evandro Silva

sexta-feira, 2 de março de 2012

A Igreja Católica e o mundo atual

Não é a primeira vez, nestes 20 séculos, que a Igreja Católica parece perder relevância, fiéis e atualidade na mensagem. Isso aconteceu na queda do Império Romano do Ocidente (476 d.C) e do Oriente (1453 d.c.), na invasão da Europa pelos mouros (711 d.C), na invasão dos povos bárbaros, na crise da Renascença, com o aparecimento dos diversos ramos do protestantismo (Lutero, Calvino, Zwinglio), no Iluminismo, nas Revoluções Francesa, Mexicana ou Espanhola, na perda dos Estados Pontifícios e mesmo durante a 21 Guerra. Voltaire tinha certeza de que acabaria com a religião católica e Nietzsche proclamava que Deus morrera.

Tem, porém, sempre ressurgido, com força maior e santos renovadores, como São Francisco de Assis, São Bernardo, Santo Inácio de Loyola, São José Maria Escrivã, mostrando a permanência de uma mensagem que não necessita de marketing, pois penetra no íntimo dos homens de boa vontade, dispostos a viver valores familiares, profissionais e sociais.

Mesmo a grande crítica que se fez à Idade Média não se sustenta, se tivermos presente que graças à Igreja Católica, criou-se o maior instrumento de cultura da civilização ocidental, que é a Universidade. Quase todas as ciências evoluíram a partir de cientistas sacerdotes, desde a astronomia à física, matemática ou genética.


O próprio processo de Inquisição – a história demonstra que o número de condenados, em séculos de Inquisição, foi muito menor do que os mortos em qualquer batalha sem expressão daquela época – permitiu a evolução do direito processual moderno, com a eliminação das ordálias, substituídas pelo contraditório. O certo é que a Igreja Católica tem conhecido um renascer fantástico, como as últimas jornadas da juventude em Madrid demonstraram.

Por outro lado, as figuras dos dois últimos Papas (João Paulo II e Bento XVI), quando se pensava que a Igreja Católica estaria desaparecendo, levaram e levam multidões, que acolhem com entusiasmo a figura de Sua Santidade por onde passa.

É bem verdade que vivemos período de múltiplos choques, que procurei retratar no meu livro A era das contradições. Hoje, o egoísmo e a autorrealização, alimentados por uma expansão da desfiguração familiar, do avanço das drogas, da corrupção e da falta de fidelidade, tanto na família quanto nos negócios, fizeram com que muitos se afastassem da religião católica, que não transige no que há de permanente em seus valores.

O homem tem, todavia, uma necessidade fantástica de Deus e, quando não busca o verdadeiro, elege outros deuses, como ocorreu com o nacional socialismo ou os deuses do cotidiano (dinheiro, sexo, poder, drogas etc.).

Tal choque entre o mundo das virtudes e o mundo do egocentrismo é algo que permanecerá até o fim dos séculos. Mas, como as estações se renovam, renova-se, de igual forma, a mensagem de Cristo, que se torna sempre nova, apesar de seus 2.000 anos. Essa é a razão pela qual, nada obstante as críticas e ataques que recebe de todos os lados, a nave da Igreja singra buscando os homens, não como uma empresa busca clientes, mas, desinteressadamente, para que encontrem um sentido de vida que Ihes dê a verdadeira dimensão da existência.

Por: Ives Gandra da Silva Martins
Advogado tributarista, professor e jurista.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Tempo Litúrgico

Chama-se Quaresma os 40 dias de jejum e penitência que precedem à festa da Páscoa. Essa preparação existe desde o tempo dos Apóstolos, que limitaram sua duração a 40 dias, em memória do jejum de Jesus Cristo no deserto. Durante esse tempo a Igreja veste seus ministros "Sacerdotes" com paramentos de cor roxa e suprime os cânticos de alegria: O "Glória", o "Aleluia" e o "Te Deum".
 
Na Quaresma, que começa na quarta-feira de cinzas e termina na quarta-feira da Semana Santa, os católicos realizam a preparação para a Páscoa. O período é reservado para a reflexão, a conversão espiritual, ou seja, o católico deve se aproximar de Deus visando o crescimento espiritual. Nesse tempo santo, a Igreja católica propõe, por meio do Evangelho proclamado na quarta-feira de cinzas, três grandes linhas de ação: a oração, a penitência e a caridade. Essencialmente, o período é um retiro espiritual voltado à reflexão, onde os cristãos se recolhem em oração e penitência para preparar o espírito para a acolhida do Cristo Vivo, Ressuscitado no Domingo de Páscoa. Assim, retomando questões espirituais, simbolicamente o cristão está renascendo, como Cristo. A cor litúrgica deste tempo é o roxo que simboliza a penitência e a contrição. Usa-se no tempo da Quaresma e do Advento.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

O que é a Jornada Mundial da Juventude?

A Jornada Mundial da Juventude (JMJ) é a semana de eventos da Igreja Católica para os jovens e com os jovens. Ela reúne milhares de jovens do mundo todo para celebrar e aprender sobre a fé católica e para construir pontes de amizade e esperança entre continentes, povos e culturas.

Inspirado por grandes encontros de jovens do mundo em eventos especiais ocorridos no Domingo de Ramos em Roma em 1983 e 1984, o Papa João Paulo II estabeleceu a Jornada Mundial da Juventude como um evento anual e um meio para alcançar a nova geração de católicos e propagar os ensinamentos da Igreja.

A Jornada Mundial da Juventude é uma festa da alegria. O entusiasmo e o caráter juvenil se manifestam na JMJ por meio da dança, da música e das diversas manifestações artísticas pelas ruas e nos lugares dos encontros, sejam espontâneas ou organizadas: é uma festa da coexistência pacífica de muitas nações. A JMJ é uma festa da união acima das barreiras do idioma e da cultura, e, por isso, uma expressão da certeza de que Deus trará para a humanidade uma nova época, da justiça e da paz.

“A Jornada Mundial da Juventude é um grande encontro de jovens de todo o mundo em torno ao Vigário de Cristo. É um meio evangelizador a mais da Igreja, que por meio dessas Jornadas continua anunciando a mensagem de Cristo aos jovens. A JMJ é um empenho evangelizador em que a Igreja manifesta sua constante solicitude pela juventude. Todos os jovens devem sentir-se atendidos pela Igreja, para isso, toda a Igreja, em união com o Sucessor de Pedro, deve sentir-se cada vez mais comprometida em nível mundial, a favor da juventude (...) para corresponder a suas expectativas, comunicando-lhes a certeza de Cristo, a verdade que é Cristo, o amor que é Cristo, mediante uma formação adequada, que é uma forma necessária e atualizada de evangelização” (João Paulo II, discurso ao Colégio Cardinalício, 20 de dezembro de 1985).

Fonte: www.jmjbrasil.com.br

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Jubileu de Prata da Pastoral da Criança no Piauí

Nos 25 ANOS DA PASTORAL DA CRIANÇA NO PIAUÍ, convidamos Vossa Senhoria e família para juntos bendizermos ao Senhor pela semente plantada, a colheita bem dita, a dedicação de inúmeros voluntários/as que a serviço da vida levam a mensagem do Cristo Ressuscitado: Para que todas as crianças tenham vida. (Cf. Jo 10,10).

Confira abaixo o convite e programação deste momento, bem como ainda um gráfico da Pastoral da Criança de nossa paróquia.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Viva a Virgem Imaculada, A Senhora Aparecida!!!

Na segunda quizena de outubro de 1717, três pescadores, Felipe Pedroso, Domingos Garcia e João Alves, ao lançarem suas redes para pescar nas águas do rio Paraíba, colheram a Imagem de Nossa Sennhora da Conceição Aprecida. Felipe Pedroso levou-a para sua casa conservando-a consigo até 1732, quando a entregou a seu filho Atanásio Pedroso, este construiu um pequeno oratório onde colocou a imagem da Virgem que ali permaneceu até 1743.
"Viva a Mãe de Deus e Nossa, sem pecado concebida! Viva a Mãe Imaculada, a Senhora Aparecida!" Desde que pus os pés em terras brasileiras, nos vários pontos por onde passei, ouvi este cântico. Ele é, na ingenuidade e singeleza de suas palavras, um grito da alma, uma saudação, uma invocação cheia de filial devoção e confiança para com aquela que, sendo verdadeira Mãe de Deus, nos foi dada por seu filho Jesus no momento extremo da vida para ser nossa Mãe.

Fonte: Homilia na Dedicação da Basílica Nacional de aparecida, do Papa João Paulo II

terça-feira, 30 de agosto de 2011

O caráter divino da Igreja

'Onde está a Igreja aí está o Espírito Santo’

Pela vida da Igreja, e sua história, podemos ver com clareza a sua transcendência e divindade. Nenhuma instituição humana sobreviveu a tantos golpes, perseguições, martírios e massacres. A sua divindade provém, antes de tudo, d’Aquele que é a sua Cabeça, Jesus Cristo. Ele fez da Igreja o Seu próprio Corpo (cf. Cl 1,18).

Podemos dizer que, humanamente falando, a Igreja, como começou, tinha tudo para não dar certo. Em vez de escolher os “melhores” homens do Seu tempo: generais, filósofos gregos e romanos, entre outros, Jesus preferiu escolher doze homens simples da Galileia, naquela região desacreditada pelos próprios judeus. “Será que pode sair alguma coisa boa da Galileia?” (Jo 1,46).


Para deixar claro a todos os homens de todos os tempos e lugares, o Senhor preferiu “escolher os fracos para confundir os fortes” (I Cor 1, 27), e também para mostrar que “todo este poder extraordinário provém de Deus e não de nós” (II Cor 4,7); para que ninguém se vanglorie do serviço de Deus.

Aqueles doze homens simples, pescadores na maioria, “ganharam o mundo para Deus” na força do Espírito Santo, que o Senhor lhes deu no dia de Pentecostes. “Sereis minhas testemunhas… até os confins do mundo”(At 1, 8). Pedro e Paulo, depois de levarem a Boa Nova da salvação aos judeus e aos gentios da Ásia e Oriente Próximo, chegaram a Roma, a capital do mundo na época, e ali implantaram o Cristianismo. Pagaram com suas vidas sob a mão criminosa de Nero, no ano 64, juntamente com tantos outros mártires, que fizeram o escritor cristão Tertuliano (220) dizer que: “o sangue dos mártires era semente de novos cristãos”. Estimam os historiadores da Igreja em cem mil mártires nos três primeiros séculos. Talvez isso tenha feito os Padres da Igreja dizerem que “christianus alter Christus” (o cristão é um outro Cristo).

Mas esses homens simples venceram o maior império que até hoje o mundo já conheceu. Aquele que conquistou todo o mundo civilizado da época, não conseguiu dominar a força da fé. As perseguições se sucederam com os Césares romanos, até que Constantino, cuja mãe se tornara cristã, Santa Helena, se converteu ao Cristianismo. No ano 313 ele assinava o edito de Milão, proibindo a perseguição aos cristãos, depois de três séculos de sangue.

Mesmo depois disso surgiu um outro imperador que quis acabar com o Cristianismo, Juliano, mas deu-se por vencido, e no leito de morte exclamou: “Tu venceste, ó galileu!”. Por fim, por volta do ano 380, o imperador Teodósio tornava o Cristianismo a religião do Império. Roma fora vencida pela força da fé.

“Tu és Pedro; e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja [...] e as portas do inferno jamais prevalecerão contra ela” (Mt 16,18). Depois da perseguição romana, vieram as terríveis heresias. Já que o demônio não conseguiu destruir a Igreja, a partir de fora, tentava agora fazê-lo a partir de dentro. De alguns patriarcas das grandes sedes da Igreja, Constantinopla, Alexandria, etc., surgiam as falsas doutrinas, ameaçando dilacerar a Igreja por dentro. Mas, ao mesmo tempo, o Espírito Santo suscitava os grandes defensores da fé e da sã doutrina, os Padres da Igreja: Inácio de Antioquia (†107), Clemente de Roma (102), Ireneu de Lião (202), Cipriano de Cartago (258), Hilário de Poitiers (367), Cirilo de Jerusalém (386), Anastácio de Alexandria (373), Basílio (379), Gregório de Nazianzo (394), Gregório de Nissa (394), João Crisóstomo de Constantinopla (407), Ambrósio de Milão (397), Agostinho de Hipona (430), Jerônimo (420), Éfrem (373), Paulino de Nola (431), Cirilo de Alexandria (444), Leão Magno (461) e tantos outros que o Espírito Santo usou para derrotar as heresias nos diversos Concílios dos primeiros séculos.

Assim, foi vencido o perigo do arianismo de Ário, o macedonismo de Macedônio, o monofisismo de Êutiques, o monotelitismo de Sérgio, o novacionismo de Novaciano, o nestorianismo de Nestório, além de muitos erros de doutrina.

E assim, guiada pelo Espírito da Verdade (cf. Jo 16,13), que haveria de conduzi-la “a toda a verdade”, infalível e invencível, a Igreja foi caminhando até nossos dias. Entre tantos outros combates, venceu a própria miséria dos seus filhos, muitas vezes, mergulhados nas trevas do pecado; venceu os bárbaros que queriam destruir Roma e a fé; venceu os iconoclastas que queriam suprimir as imagens sagradas; venceu os déspotas e reis que queriam tomar as suas rédeas sagradas; venceu o nazismo, venceu a força diabólica do comunismo que fez tantos mártires; enfim, venceu… venceu… e venceu…., não com a força das armas e do ódio, mas com a força invencível da fé e do amor.

Certa vez Stalin, ditador soviético, para desafiar a Igreja, perguntou quantas legiões de soldados tinha o Papa; é pena que não sobrevivesse até hoje para ver o que aconteceu com o comunismo. Jesus deixou a Sua Igreja na terra, como “Lumen Gentium”, a luz do mundo, até que Ele volte. Todas as outras igrejas cristãs são derivadas da Igreja Católica; as ortodoxas romperam com ela em 1050; as protestantes em 1517; a anglicana, em 1534, entre outras. Só a Igreja Católica existia no século I, no século V, no século X, no século XX; só ela tem uma história ininterrupta de 20 séculos; ensinando, sem erro, o que Cristo entregou aos Apóstolos, sem omitir nada. A sucessão dos Papas é ininterrupta desde São Pedro. Isso é um fato inigualado por qualquer outra instituição humana em toda a história. Por isso, nenhuma outra igreja pode pretender ser a Igreja que Jesus fundou. Só ela é como Jesus quis: una, santa, católica e apostólica.

A Igreja, portanto, é mais do que uma simples instituição humana, é divina; por isso, ela é como afirmou São Paulo: “A coluna e o sustentáculo da verdade” (cf. I Tm 3, 15). Assim como aquela coluna de fogo guiou os israelitas no deserto, a Igreja nos guia até o céu. Os Padres da Igreja cunharam aquela frase que ficou marcada: “Ubi Petrus, ibi ecclesia; ubi ecclesia ibi Christus” (Onde está Pedro, está a Igreja; onde está a Igreja está Cristo).

Santo Ireneu (140-202) dizia que “onde está a Igreja aí está o Espírito Santo”. E Santo Inácio de Antioquia (†107), já no primeiro século, ensinava: “Onde está Cristo Jesus, aí está a Igreja Católica”. No século IV, Santo Agostinho repetia que: “Onde está a Igreja, aí está o Espírito de Deus. Na medida que alguém ama a Igreja é que possui o Espírito Santo [...]. Fazei-vos Corpo de Cristo se quereis viver do Espírito de Cristo. Somente o Corpo de Cristo vive do seu Espírito”.


Pensamentos sobre Madri…

Hoje, a imprensa da Espanha, da Itália e de outros países comentam, admirada, a Jornada Mundial da Juventude. Fala de um Papa de 84 anos que atraiu dois milhões de jovens; fala da vitória da Igreja sobre o governo esquerdista e anticlerical da Espanha de Zapatero, fala do Papa que sabe falar aos jovens, fala da força da Igreja que renasce na Espanha…

Meu querido Leitor, é a mesmíssima imprensa que já afirmou repetidamente que Ratzinger não tem carisma algum, que a Igreja já não tem credibilidade nenhuma, que o escândalo dos padres pedófilos colocou por terra o período triunfalista de João Paulo II, que a Igreja entrou numa decadência sem fim e sem cura… A mesma imprensa que tinha certeza de que, sem João Paulo II, os jovens não mais se reuniriam em tamanha multidão…

Que lições devemos tirar de tudo isto? Aquelas que tenho recordado constantemente neste Blog: os cristãos não devem nunca interpretar as coisas de Deus a partir dos critérios do mundo, particularmente aqueles da imprensa! Nossa visão tem que ser a partir do Alto, a partir da cruz e da ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Pense um pouco:

(1) Os jovens não foram a Madri por causa de Bento XVI – como no passado não foram por causa de João Paulo II: os jovens foram por causa de Cristo, foram para encontrar Jesus! Um Papa nunca é, nunca pode ser uma atração: não dança, não canta, não requebra, não é sarado, não faz pirueta e não aparece sob efeitos especiais! E se fizer isso, não é o Papa, é a Xuxa! Os jovens foram, vão e irão sempre a esses encontros pela sede que consome seus corações: por causa de Cristo, vida da nossa vida e saciedade da nossa esperança!

(2) Um Papa não tem que ser “carismático” no sentido mundano. Todo Papa é carismático, porque, uma vez eleito, recebeu o carisma, isto é a cháris, a graça própria do ministério petrino. Pode ser o comunicativo João Paulo II, o simpático João Paulo I, o bonachão João XXIII, o hierático e angelical Pio XII, o feioso Bento XV, o valente Pio XI, o melancólico Paulo VI ou o tímido Bento XVI. O verdadeiro católico não ama um Papa, não ama esse Papa, ama o Papa, escuta o Papa, obedece ao Papa – exatamente porque é o Papa, seja ele quem for! Para o católico todo Papa é Pedro, e basta!

(3) Essa multidão reunida não é, não deve ser e não pode ser uma prova de força da Igreja! Nossa força está unicamente na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo – é a mesma força da Semana Santa do ano passado, quando a imprensa acusava a Santa Igreja de Cristo de ser uma rede internacional de pedófilos e se diziam misérias contra o Santo Padre! Nossa força é Cristo, nossa vida é Cristo, nossa certeza é Cristo, nossa alegria e esperança é Cristo!

(4) É verdade que Zapatero, adversário ferrenho do cristianismo, está passando – como passaram outros e passarão tantos outros. Ficará a Igreja, a Mãe católica amabilíssima, porque Cristo assim o quis e assim o prometeu! Mas, não devemos pensar aqueles jovens como um triunfo da Igreja sobre ninguém. O único triunfo que devemos buscar é o triunfo sobre o pecado nosso e do mundo inteiro! Se Zapatero é um inimigo externo da Igreja, também nós a prejudicamos com nossos pecados e egoísmos, com nossa tibieza e falta de amor… Os piores inimigos da Igreja estão dentro dela!

(5) Quanto ao renascimento da Igreja na Espanha ou em qualquer parte do mundo, ele não pode ser medido por números, por multidões ou eventos… Somente o Senhor da Igreja conhece o número dos seus, somente ele sabe do vigor e da fraqueza de sua Santa Esposa, nossa Mãe católica! No entanto, se aquela multidão de jovens na casa dos vinte anos estava lá, significa que nas paróquias, nos grupos, nos movimentos, nas novas comunidades, nas congregações há uma Igreja viva, crente, orante, disposta a testemunhar o Senhor! Lembra do fermento na massa, do grão de mostarda, do tesouro escondido? Pois é, Jesus não erra nunca; Jesus sabe o que diz e sustenta o que fala!

(6) Quanto aos elogios a Bento XVI, que sabe falar aos jovens, ele fala de Cristo com simplicidade, clareza e a convicção de quem experimentou o Senhor ao longo de toda a vida. Isto basta! Mais impressionante que aquela multidão escutando o Papa de 84 anos, é vê-la, junto com o ancião pontífice, silenciosa, contida, piedosamente reverente, ante um pedacinho de pão que esses católicos bobos afirmam ser o próprio Jesus imolado e ressuscitado, realmente presente neste mundo! Basta ver isso para perceber a força da fé, a atuação da graça e a esperança do mundo.

(7) Para terminar, repito, mais uma vez: se fossem somente vinte jovens a comparecer a Madri, ainda assim Cristo estaria ali, vivo, atuante, potente, matando a sede de todo aquele que dele se aproxime.

Lembre dessas coisas, meu Leitor, quando daqui a pouco, por algum motivo, nalguma dificuldade, a imprensa novamente decretar que a Igreja está no fim, que o cristianismo passou, que a religião é coisa do passado… Então: firmes na fé, com os olhos fixos em Cristo!

Por: D. Henrique Soares, bispo auxiliar de Aracaju, SE
http://costa_hs.blog.uol.com.br/

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Santa Rosa de Lima

Para todos nós, 23 de agosto é dia de grande alegria, pois podemos celebrar a memória da primeira santa da América do Sul, Padroeira do Peru, das Ilhas Filipinas e de toda a América Latina. Santa Rosa nasceu em Lima (Peru) em 1586; filha de pais espanhóis, chamava-se Isabel Flores, até ser apelidada de Rosa por uma empregada índia que a admirava, dizendo-lhe: "Você é bonita como uma rosa!".

Rosa bem sabia dos elogios que a envaideciam, por isso buscava ser cada vez mais penitente e obedecer em tudo aos pais, desta forma, crescia na humildade e na intimidade com o amado Jesus. Quando o pai perdeu toda a fortuna, Rosa não se perturbou ao ter que trabalhar de doméstica, pois tinha esta certeza: "Se os homens soubessem o que é viver em graça, não se assustariam com nenhum sofrimento e padeceriam de bom grado qualquer pena, porque a graça é fruto da paciência".

A mudança oficial do nome de Isabel para Rosa ocorreu quando ela tomou o hábito da Ordem Terceira Dominicana, da mesma família de sua santa e modelo de devoção: Santa Catarina de Sena e, a partir desta consagração, passou a chamar-se Rosa de Santa Maria. Devido à ausência de convento no local em que vivia, Santa Rosa de Lima renunciou às inúmeras propostas de casamento e de vida fácil: "O prazer e a felicidade de que o mundo pode me oferecer são simplesmente uma sombra em comparação ao que sinto".

Começou a viver a vida religiosa no fundo do quintal dos pais e, assim, na oração, penitência, caridade para com todos, principalmente índios e negros, Santa Rosa de Lima cresceu na união com Cristo, tanto quanto no sofrimento, por isso, tempos antes de morrer, aos 31 anos (1617), exclamou: "Senhor, fazei-me sofrer, contanto que aumenteis meu amor para convosco".

Foi canonizada a 12 de abril de 1671 pelo Papa Clemente X.

Santa Rosa de Lima, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova

terça-feira, 5 de julho de 2011

Um ano sem o Jonas, um ano do Jonas no céu!

Faltando 15 minutos para o último dia da semana, sábado (às 23.45 de sexta-feira) estando fechadas as portas do apartamento 3001, do Hospital Antônio Prudente, em Fortaleza, Jesus entrou. Aproximou-se do nosso amigo Jonas e disse: “Vem comigo, bendito de meu Pai!”.

Lá fora, reinava a escuridão da noite. Era o cenário perfeito para alguém que veio para ser “luz”: Para todos nós era também tempo novo um renascer. As luzes e o clarão que o dia houvera perdido a pouco descia sobre nós e a solidão e a tristeza nos envolvia. No céu, já era alvorada. Chegava uma nova luz. Um filho querido voltava para casa. Os anjos comemoravam a volta de mais um anjo para casa.

Sábado, dia da memória de Nossa Senhora, da qual Jonas era tão devoto! A notícia de sua morte toma conta dos e-mails dos amigos, dos sites de nossa terra, do boca-a-boca, e chega ao coração de cada um que em vida o amou. Uma chuva fria invadiu os nossos corações, se misturando às lágrimas dos amigos que o amavam.

O sentimento, por um lado, era de orfandade, de vazio, de solidão, de saudade. Por outro, reinava também um sentimento de profunda gratidão e alegria pela obra deixada pelo amigo Jonas em 32 anos de uma presença que a história perpetuará na memória e na vida de quem como eu, tive o privilégio de crescer junto com ele. A sua amizade, seu trato e bondade para com todos é uma unanimidade.

Estamos diante do mistério. Escapa ao poder humano decidir sobre o sentido último da vida. Ela volta àquele que detém a chave de todos os segredos, a resposta a todas as interrogações e a ciência de todos os caminhos. Diante da morte, o espírito experimenta que está remetido a um maior que impede o triunfo do absurdo. Deve ter um sentido último definitivo e assegurado para aqueles que morrem crendo na ressurreição.

Cada morte deixa uma interrogação em aberto à espera da manifestação da luz que espanca todas as trevas do mistério da vida. A morte não deverá ser a última palavra, nem o desespero a última condição humana!

Domingo de sol e de frio. De cantos e de lamentos. De louvor e de emoção. Após uma celebração eucarística, memorial da paixão de Cristo por nós, celebração da paixão do Jonas, presidida emocionalmente pelo nosso pequeno-grande Pe. Pinto, seu provedor e amigo; seu corpo desceu à sepultura, longe de muitos dos seus amigos, mas próximo de seus parentes e, também de tantos que se enfileiravam subindo a ladeira rumo ao cemitério São Gonçalo, onde se encontra o seu corpo.

Falar do Jonas é difícil, mas ao mesmo tempo é tão fácil.
Jonas tinha uma estatura de um gigante, sempre foi o maior da turma, nasceu depois de muito tempo em que o casal dona Francisca e seu João não tiveram filhos, foi a “rapa do tacho”, como se diz em nossa terra, porém, era um gigante com o coração de um menino.

Recordo-me de você, seu narigão, suas grandes orelhas que lhe valeram o apelido de “orelha de abano”, que ao ouvir a nós meninos lhe “zoar” ficava zangado e usava de seu tamanho para nos amedrontar, mas logo passava, e nos convidava a subir no majestoso e frondoso pé de siriguela, para chupá-las; árvore que até hoje se conserva no quintal de seus pais, ah que saudades Jonas!

Saudade dos banhos no riacho grande, na barroca de louça, das brincadeiras com o Neto do Dió, sempre o mais esperto de nossa turma, com o Denis, o João Filho, o Júlio, o Gachá que você sempre dava caçoletas, por ser o menor e mais zangado da nossa rua. Que saudades!

Saudades dos tempos em que nos embrenhávamos nas matas dos interiores, na Toyota da paróquia, nas missas em que acompanhávamos o Pe. Pinto, saudades de ver você todo compenetrado dirigindo o novo carro da paróquia o “Lada”, do Pe. Pinto. Saudades de suas brigas com o João Ana, quando você carregava cada uma das pedras “cabeça de jacaré”, para a construção da gruta de Nossa Senhora de Lourdes; e das caras de ciúmes da inesquecível Toinha Soares, que não queria que você mexesse na secretária. Sem esquecer o Arnaldo, a dona Mazé, cozinheira da casa paroquial, e o Joaquim Trindade sempre a defendê-lo como seu padrinho de crisma.

Meus olhos vertem lágrimas ao me lembrar dos invernos, quando as coxias se alagavam e nós fazíamos um campeonato de barquinho, para ver qual o barco chegaria primeiro lá na ponte da doutora Rubenita, em que você caprichava na decoração de seu barquinho, com os papéis trazidos de Fortaleza por sua irmã freira, a Ir. Lourdes. Hoje, qual um barco que descia rumo à ponte você navega no coração de Deus.

Lembro com saudades das vezes que íamos com seu Luizinho, o seu avô, para a Nova Vida, buscar manga e cana, que você ia à frente com o Carlos Henrique, da Mazé, seu sobrinho, sempre pra pegar as mangas mais vistosas, agora a sua Nova Vida é está junto de Deus, com a dona Iaiá, sua avó.

Por fim, Jonas qual o Profeta de quem você herdou o nome, agora você faz a experiência de mergulhar na barriga de um peixe, e neste imenso aquário que é o mundo de Deus, re-elabora a dimensão de sua vida, agora sem as dores do câncer, você pode experimentar a recompensa pelas gostosas gargalhadas que você dava com os amigos, as brincadeiras, bem próprias do “menino-homem”, apelido que lhe demos na rua, nos idos tempos de menino.

Há pessoas que morrem de câncer e morrem curadas, você é uma delas, que fez da doença uma participação na Paixão de Cristo, cujas dores vão se completando mundo a fora, até o dia da libertação final, agora sem choro nem dores em fim libertos!

Agora é o silêncio da semente que aguarda o renascer, a vida nova que irá desabrochar; o silêncio da saudade fecunda. Ressoa no ar o último sussurrar de suas palavras gravadas por mim por ocasião de um de nossos últimos encontros, durante um dos festejos de São Gonçalo, um grito quase inaudível: “Até a próxima”.

“E aos que a certeza da morte entristece, a promessa da imortalidade consola”. Assim, reza a liturgia no prefácio da missa dos mortos. Uma verdade!

A ressurreição responde a essas interrogações inarredáveis do coração. A vida passa pela morte, mas não é tragada por ela. Triunfa mais perfeita. O homem não nasce para morrer. Morre para ressuscitar.

Jonas obrigado:
Pela continuação de sua presença entre nós, por meio de seus dois filhinhos: O Luis Gustavo e a Heloísa, nascidos do seu amor, numa liturgia de corpos com a Márcia, sua esposa!

Obrigado pela sua vida, tão breve, mais tão longa em lições que nasceram de seus dias entre nós!

Obrigado pelo seu testemunho de fé, durante o seu calvário, nas idas e vindas do hospital!

Obrigado pelas pessoas que você cativou no seu leito, a amizade dos médicos e enfermeiros (as), a coragem e a audácia amorosa de seus familiares que fizeram o possível para salvar a sua vida!

Obrigado com um gosto na boca das mangas da Nova Vida, pelos seus 32 anos entre nós!

Enquanto seu corpo, cansado e desfigurado, repousa na escuridão da terra, Jonas comparece luminoso diante do Cristo que lhe pergunta: “Tu me amas?” E ele, feliz e sorrindo, responde: “Tu sabes tudo; tu sabes que te amo... e eu sei que DEUS É BOM!” Jesus o abraça forte e diz: “Entra para alegria do teu Senhor, tu que passaste a vida fazendo o bem, agindo sempre em meu nome”.

Um ano se passou, mais parece que foi ontem, em que acordamos sem ter você!
Porém, “A morte não é verdade para quem viveu bem a vida!”.

Faço minhas as palavras infinitamente mais competentes do Milton Nascimento e do Fernando Brant, na canção da América: “Pois seja o que vier, venha o que vier qualquer dia, amigo, eu volto a te encontrar, qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar”. Pois, a saudade não significa dizer que estamos distantes um do outro, mas que um dia estivemos juntos.Sabemos que "para estar juntos não é preciso estar perto, e sim do lado de dentro do peito"

Jonas, amigo querido, desculpe, mas acho que também no céu, Deus nos permitirá brincar: pois Deus é amor, mas também Deus é humor! Por isso, me permita terminar esta mensagem dizendo assim: “Orelha de abano” até a eternidade! Aleluia! Amém!

Com saudades,

Seu amigo

Pe. Leonardo de Sales.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Cristãos unidos jamais serão vencidos

Logo no início da encíclica “Ut Unum Sint” (Que todos seja um), sobre o ecumenismo, o Papa João Paulo II lembra que os cristãos (católicos, ortodoxos e protestantes) precisam se unir para enfrentar a atual “corrente anticristã”. São essas as suas palavras:

“Afirmei então que, unidos na esteira dos mártires, os crentes em Cristo não podem permanecer divididos. Se querem verdadeira e eficazmente fazer frente à tendência do mundo a tornar vão o Mistério da Redenção, os cristãos devem professar juntos a mesma verdade sobre a Cruz. A Cruz! A corrente anticristã propõe-se dissipar o seu valor, esvaziá-la do seu significado, negando que o homem possa encontrar nela as raízes da sua nova vida e alegando que a Cruz não consegue nutrir perspectivas nem esperanças: o homem — dizem — é um ser meramente terreno, que deve viver como se Deus não existisse” (UUS,1).

Mais do que nunca hoje é preciso esta união, pois forças gigantescas se movem contra a fé cristã. No dia (01/06/2011) cerca de cinqüenta mil cristãos (católicos e protestantes) se uniram em manifestação pública em Brasilia para contestar o projeto de Lei 122 que criminaliza quem discordar da prática homossexual, que o Catecismo da Igreja chama de “depravação grave” (§2375). E o pastor Silas Malafaia entregou ao Presidente do Senado José Sarnei um abaixo assinado com mais de um milhão de assinaturas pedindo o cancelamento do Projeto famigerado. (http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=281980)

O projeto é malicioso e maldoso; vai contra o Artigo 5º da Constituição Federal que defende a livre expressão. Já existem leis para coibir quem ofende, discrimina ou zomba de qualquer pessoa, seja  homossexual ou não; mas o que o projeto visa é muito mais: é impedir que se pregue contra o pecado; é colocar na cadeia quem se posicionar contra a prática homossexual (não contra a tendência).

Os cristãos correm risco de serem presos se pregarem contra a prática homossexual, ainda que defendam o direito da pessoa fazer esta opção sem sofrer qualquer violência, discriminação ou zombaria. O que se deseja com este Projeto é estimular a prática homossexual mais do que garantir o direito da pessoa assumir esta opção.

Precisamos amar os homossexuais, respeitá-los, jamais discriminá-los ou zombar deles, mas não podemos negar a Lei de Deus e o ensino da Igreja sobre a prática homossexual, como pecado grave (sodomia).

“Esse projeto pode transformar em criminosa qualquer pessoa ou instituição que tenha posição contrária ao incentivo e prática homossexual”, explica o vigário episcopal da Arquidiocese de Brasília, padre Paulo Sérgio Casteliano.  Se a lei for aprovada, não poderemos pensar diferente, sob pena de crime.

A posição da Igreja não muda. Portanto, é hora de união de todos os cristãos, deixando de lado o que nos divide, e deixando de nos ferirmos mutuamente, para defender a Lei santa de Deus.

Precisamos exigir dos parlamentares (por carta, email, telefone, manifestação pública, etc.) que este maldoso e disfarçado Projeto seja arrancado desde as raízes, enquanto é tempo. Depois não adiantará chorar. Não podemos ficar em nossas grupos de “consolo mútuo”, onde cada um chora no ombro do outro e não faz nada. “Cristãos unidos jamais serão vencidos”, como no primeiro século da Igreja.

Todos precisamos nos manifestar, especialmente o clero em suas homilias, pregações, sites, etc., como muitos já estão fazendo graças a Deus.




Prof. Felipe Aquino – Professor aposentado da USP (Lorena,SP), doutor em Engenharia pela UNESP; professor de História da Igreja no Seminário da Canção Nova, tem 60 livros publicados, realiza o Programa Escola da fé na TV Canção Nova.